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O MST vai sair da Cjogo br777 -PI muito maior do que entrou, avalia

Qual será o desfecho da CPI do MST que terminará neste mês?jogo br777 - O que apontará sua conclusão? Quem vai sair ganhando e quem sairá perdendo de mais uma investigação na Câmara dos Deputados sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra?

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Estas são algumas das perguntas que o Brasil de Fato RS fez ao deputado Dionilso Marcon (PT/RS) um dos integrantes da CPI. Agricultor assentado pela reforma agrária, Marcon está no seu terceiro mandato em Brasília e tem uma longa militância na luta pela terra. Confira suas respostas.

Brasil de Fato RS - Deputados da base bolsonarista previam para esta semana a apresentação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mas foi adiado. Qual a expectativa?

Marcon -A expectativa era de que fosse apresentado o relatório nesta semana, porém não foi o que aconteceu, pelo contrário foi anunciada a prorrogação da CPI até o próximo dia 26. Mas, quanto às expectativas do relatório, sabemos que estas páginas já estavam prontas antes mesmo do início da CPI e que tem o objetivo claro que é criminalizar o movimento, porém essa narrativa perdeu força a cada semana em que fomos mostrando as infrações cometidas e quando terminamos o processo com o relator réu em ação que apura exportação ilegal de madeira.

BdF-RS - Na sua avaliação, o MST que emerge dessa CPI sai como?

Marcon - O MST sai muito maior dessa CPI. O intuito de criminalizar os movimentos populares e a luta pela reforma agrária saiu pela culatra, como diz a expressão popular. O movimento teve mais reconhecimento nacional e conseguiu mostrar suas ações de solidariedade, de produção, cultura, arte e muita luta por uma sociedade mais justa.


"O intuito de criminalizar os movimentos populares e a luta pela reforma agrária saiu pela culatra", avalia Marcon / Foto: Divulgação

BdF-RS - Quem ganhou e quem perdeu?

Marcon - Certamente, quem saiu derrotado dessa CPI foi o bolsonarismo e os deputados bolsonaristas que não representam o agro brasileiro. Eles representam o discurso de ódio e o desprezo pela democracia e a sociedade brasileira não tolera quem confronta o Estado Democrático de Direito e toda essa raiva contra a população mais pobre.

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BdF-RS - Qual a expectativa em termos de novos assentamentos para 2024?

Marcon - A pauta da reforma agrária retorna ao centro do debate, uma vez que o presidente Lula trouxe de volta à Esplanada dos Ministérios o Ministério do Desenvolvimento Agrário e retoma o protagonismo do Incra que, durante os últimos 6 anos, foi totalmente sucateado.

Porém, a luta pela reforma agrária deve continuar e os movimentos devem seguir cobrando as suas pautas, não é só porque temos um governo popular que conseguiremos avançar facilmente, uma vez que a agenda do próprio Congresso Nacional é mais conservadora. Além disso, precisamos continuar pautando a infraestrutura dos assentamentos já existentes como a água, estradas e internet para todos, regularização dos títulos e a produção de alimentos saudáveis.

BdF-RS - Assim como na pandemia, mais uma vez o MST presta solidariedade a quem precisa, com a instalação de uma cozinha comunitária em Encantado, na região do Vale do Taquari. Já foram servidas mais de 18 mil marmitas desde o dia 7 de setembro. Como essas ações de solidariedade repercutem na sociedade na sua visão?

Marcon -Essas ações repercutem muito bem para a população, porque elas mostram um lado que a mídia e a direita tradicionais sempre tentaram esconder: a solidariedade de classe que o MST representa em todas as suas ações, a luta por uma sociedade mais justa e igualitária. Precisamos ampliar o apoio e a divulgação dessas ações, porque o MST é isso, é solidariedade, ajuda ao próximo e união.


João Pedro Stédile prestou depoimento na CPI do MST / Foto: Divulgação

BdF-RS - Uma questão que ficou muito clara na CPI do MST, principalmente no depoimento do João Pedro Stédile, é que existem dois modelos de desenvolvimento do campo. Um defendido pelo agronegócio, das monoculturas, venenos, desmatamento... e outro da produção familiar, orgânica, com produções locais. Quais são os principais desafios sobre esse embate de projetos?

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